Você, médico ou dentista, provavelmente já enfrentou situações envolvendo cancelamentos e remarcações de consulta. Muitas vezes, sem uma política interna definida, orientações acabam sendo feitas de forma improvisada, delegando à secretária ou administradora decisões sem a devida análise dos riscos e das consequências.
Esse tipo de decisão, sem critérios previamente estabelecidos, pode acarretar impactos à reputação da clínica, além de insegurança na relação com o paciente e sobretudo potencializa os riscos éticos-jurídicos.
Uma medida prática, segura e eficaz para prevenir riscos e conflitos é a adoção da política de agendamento e cancelamento de consulta.
Trata-se de um documento que estabelece, de forma clara, as regras de agendamento, encaixes, remarcações, atrasos e cancelamentos de consulta.
Para alguns, esse documento ainda pode ser desconhecido ou visto como algo meramente administrativo, sem grande relevância para o funcionamento da clínica ou consultório. É justamente aí que mora o perigo: o desconhecimento ou a falta de clareza quanto à importância desse documento poderá impactar a relação com paciente e resultar em questões éticas-jurídicas.
Uma política de agendamento bem definida contribui para:
- Comunicação clara com os pacientes sobre regras de agendamento, atrasos, cancelamentos, pagamento e retorno;
- Organização do fluxo de atendimentos;
- Prevenção de conflitos, reclamações e desgastes com pacientes;
- Fortalecimento da imagem profissional e da credibilidade da clínica;
A advogada Vania Rosa Moraes, coordenadora da área de direito médico e saúde do Emerenciano, Baggio & Associados – Advogados, destaca que médico e dentista têm o dever de informar adequadamente o paciente, incluindo as regras que envolvem o agendamento e cancelamento das consultas. Essa prática demonstra respeito, transparência e zelo pelo atendimento prestado.
Assim, adotar uma política estruturada de agendamento e cancelamento não é apenas uma medida organizacional ou meramente administrativa, é muito mais que isso. Trata-se de uma estratégia de prevenção de riscos éticos-jurídicos e de construção de documentos adequados, para servir de respaldo em eventual litígio.
Por fim, destacou que a Consultoria Jurídica Preventiva tem importante papel na orientação dos médicos e dentistas quanto adequação e elaboração dos documentos, sob o aspecto ético-jurídico.
Este artigo é de autoria da advogada Vania Rosa Moraes, especializada em Direito Médico e Saúde do escritório Emerenciano, Baggio & Associados – Advogados.
O Emerenciano, Baggio & Associados – Advogados conta com uma equipe especializada em Direito Médico e Saúde para consultoria jurídica preventiva para profissionais e empresas da área.